Italia, Dio ti ama!

 
Embora esta tenha sido a segunda vez em que estive em um Projeto de Verão na Itália, o Projeto Itália 2013 foi algo único em minha vida. Estive trabalhando pelo Reino durante todo um mês na companhia de uma equipe maravilhosa, onde cada sensação de cansaço ou frio foi para cultivar sorrisos e alegria em corações fechados e afligidos pela dor, seja ela da crise econômica, da frustração religiosa, da maratona desgastante de estudos ou do desemprego que assola o futuro dos jovens. Entendemos que estávamos naquela terra para sermos portadores da sublime alegria que todos os povos desejam ardentemente sentir: alegria da adoração a Deus
 
Tivemos a oportunidade de poder compartilhar o Evangelho em quatro campi no norte da Itália: em Verona, em Padova e dois campi em Mantova. Uma das coisas sobre a qual meditamos logo de início e que se tornou tangível no correr dos dias foi a compreensão de que, embora tivéssemos dezenas de expectativas e planejamentos em mente, as coisas não sairiam da forma como quiséssemos, mas sim da forma como Deus assim desejasse. O que teríamos no final poderia ser algo bem diferente do esperado e, no entanto, ainda assim seriam estes os resultados que Deus queria para este projeto. E assim o foi. Tinha de certa forma algumas expectativas, como reencontrar os estudantes cristãos de Verona para ajudá-los em sua edificação e amadurecimento como movimento espiritual, encontrar outros cristãos no campus, ir à universidade evangelizar  tantas vezes quanto fomos ano passado ou até mais, enfim. Porém, parte destas e outras coisas não aconteceu. E ainda assim meu coração se alegrou, pois Deus fez coisas extraordinárias entre e através de nós e ainda realizou os Seus próprios resultados – e não há nada melhor que a vontade dEle sendo feita, né?! Nosso grupo se dividiu em equipes, as quais trabalhavam em Verona e em Padova e, em certos dia, íamos pra Mantova também. 
 
 
 
Meu primeiro dia em Verona foi surpreendente. Meu primeiro contato no campus foi com uma menina que nasceu no Brasil e foi adotada por italianos. A língua falada? Bem, ela não sabia português e nem inglês e aí o italiano veio à tona. Isto foi louco: a maioria das conversas que tive nessa viagem foi em italiano. Isso é divino na verdade, e louvo a Deus por isso, pois os links criados com os estudantes  usando a própria língua deles eram bem consolidados. Havia uma interação que fluía natural e belamente. Deus foi muito gracioso conosco e usando tanto o italiano como o inglês, o espanhol e até o próprio português, Deus foi exposto àqueles estudantes. 
 
Em Bologna nos deparamos com a crua e amarga realidade espiritual dos jovens italianos. São cidadãos desacreditados de tudo, pois não há emprego após os estudos, a economia está decadente e, o pior de tudo: a fé em um Deus está obsoleta uma vez que esta fé se encontra associada a uma instituição religiosa que por séculos pareceu enganar, agir politicamente e não fazer aquilo que deveria fazer à luz do caráter do Deus que está na bíblia. Como superar isto? Nosso desafio foi compartilhar com eles sobre a existência de um relacionamento com um Deus pessoal, que os criou para tal. De um Deus alcançável não por obras humanas, mas sim pela graça que está na fé no Filho de Deus.
 
Foi prazeroso usar aquelas 50 fotografias para então, em plena sinceridade, poder vê-los expondo o vácuo de seus interiores e despertar neles indagações a respeito de Deus e da vida. Era belo como Deus nos ligava aos estudantes. Independente da língua tivemos a percepção de que todos somos iguais e fomos feitos para sermos UM diante de Deus, despido de nossas aparências, livres das barreiras socioculturais, de nossas singularidades.
 
 
  Agradeço a Deus por ter podido investir cada esforço e minuto meu nisto que Ele está fazendo na Europa e no mundo. Ele tem um plano para todos os povos e está pintando habilidosamente um quadro que você pode ver em Apocalipse 7:9-12. E eu, como simples servo, aceito o convite a mim feito e quero me juntar a Ele, servindo como um mero pincel a pintar a História de Deus neste mundo, levando cores de alegria a cada coração que encontrar.


Texto por Sanderson Moreira (Física – UERJ)
Este texto foi feito anteriormente à mudança de nome, de Movimento Estudantil Alfa e Ômega para Cru Campus, realizada em 2017.

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