Dia 25. Diálogo

         Quem nunca sentiu obrigação de “ganhar o debate” durante o evangelismo? Quem nunca fez questão de ter a última palavra contra os “pecadores”? Afinal, somos os detentores da Verdade, não é? Essas questões moldaram por muito tempo a forma como encarava o evangelismo e geravam ações desconectadas do modelo de proclamação que Jesus apresenta.
 
         É comum pensarmos que nossa tarefa é vencer um debate, e isso nos colocar numa posição de superioridade com a função de julgar o outro por seus atos. O objetivo se torna, então, assistir a “conversão” do interlocutor com uma mensagem teórica, desconectada da vida pessoal.
 
         Sempre que conversamos sobre espiritualidade no campus, ouvimos diversas experiências pessoais que vão desde as religiões monoteístas à experiência cósmica difíceis de se entender. Essas experiências são, de fato, legítimas para nossos interlocutores. Mas e eu? Quais experiências tenho com Deus? Quais as consequências delas na minha vida prática?
 
         No mundo pós-moderno, o diálogo tornou-se palavra de ordem, mas, há muito tempo, Jesus já nos ensinava sobre o diálogo com amor. Enquanto eles citam suas experiências pessoais, nós citamos nossa experiência com Deus, porque é isso que sustenta nossa fé, e isso é a base de nossa existência!
 
         Este diálogo só terá sentido para quem realmente crê no poder da Palavra de Deus e na ação do Espírito Santo para convencer o homem do pecado e do juízo. Esse diálogo não será um julgamento se baseado no amor que deseja que todos sejam salvos.
 

 

         À medida que vamos dialogando, a verdade e o amor se mostram, Jesus é revelado e nós aprendemos a não convencer o auditório, mas sim a amá-lo. Aprendemos a falar do evangelho mostrando como chegar mais perto de Jesus. Aprendemos a orar por eles e confiar que o responsável pelos resultados é o próprio Deus!
 
Marcos Arão é formado em Psicologia pela PUC-Rio e atua como missionário da Cru Campus.

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