Dia 26. Uma mesma estrada

         Eu costumo dizer que não tenho cílios, e sim pequenos aspiradores de pó, porque tudo é capaz de grudar neles, e quase todos os dias me pego tendo que retirar um “corpo estranho” de um dos olhos. Quando isso acontece, eu simplesmente não consigo fazer mais nada. Eu preciso tirar aquilo dali, porque é irritante e, algumas vezes, dolorido. Ignorá-lo é impossível. Por essa razão, sempre me identifiquei com a parábola do cisco e da viga (Mateus 7.3-5).
 
         O pecado tem um efeito ainda mais paralisante em nossa vida. Ainda assim, somos tentados a ignorá-lo. E isso acaba afetando diretamente nosso testemunho.
 
         Como seguidores de Cristo, queremos compartilhar com as pessoas sobre a salvação em Jesus. E isso implica falar do pecado e de suas consequências. Mas como fazer isso sem reconhecer antes o meu próprio pecado?
 
         Já ouvi muitas pessoas que não são cristãs reclamarem de cristãos que pintam um quadro de santidade e perfeição quase inatingível.
 
         Eu entendo que Jesus nos ensina a sermos humildes, a sermos pessoas que reconhecem que tem um problema e, ao identificá-lo em outras pessoas, deseja ajudá-las como foi ajudada e não consertá-las.
 
         Gosto de pensar numa estrada e que estamos indo em direção a Deus, mas a uma distância alcançável do pecado. Nosso papel é mostrar esse caminho para quem ainda está indo na direção contrária.
 
“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?”
(Mateus 7:3)

 

 
         Confesse seus pecados e receba o perdão de Deus. Procure, ainda nesses dias, oportunidade de testemunhar dessa grande salvação com alguém.
 
 
Juliana Pimenta é formada em Matemática pela UERJ e atua como missionária da Cru Fortaleza, CE.

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