Dia 28. Sincretismo

         Estava evangelizando numa universidade quando encontrei um rapaz que me ouviu atentamente, entendeu o Plano de Salvação e decidiu aceitar Jesus como seu Salvador. Parecia alguém pronto a receber o evangelho. No fim da conversa, o rapaz disse que era budista e que sua filosofia de vida o permitia seguir variadas religiões. Inicialmente, fiquei surpreso, mas logo me atentei para o fato de que muitos de meu convívio “aceitam” diferentes doutrinas (mesmo que opostas) como verdadeiras.
 
         Os escravos uniram religiões africanas e catolicismo. Hoje acredita-se em cristianismo e astrologia ao mesmo tempo. Percebe-se que o sincretismo religioso faz parte de nossa cultura e nos afeta mesmo que imperceptivelmente. Essa propensão ao sincretismo tem muitas consequências, e a principal delas é a relativização das verdades do evangelho.
 
         Por isso, nosso Mestre é uma figura tão apreciada em nossa sociedade, são raros os que dizem não gostar Dele, e, até entre ateus, Ele faz sucesso. Dizem que é um exemplo, uma filosofia a ser seguida, um verdadeiro mestre da moral, e por aí vai. Essas pessoas, porém, não reconhecem Sua divindade.
 
         Com o objetivo de se adaptar, ser aceito, tornar nossa mensagem mais palpável e “culturalmente relevante”, acabamos por reproduzir ou mesmo aceitar alguns desses discursos que, embora popularmente aceitos, muitas vezes escondem princípios contrários à Palavra de Deus.
 
         A verdade é que podemos achar que conhecemos a Deus por seguir alguma linha de pensamento religioso, mas Jesus deixa claro que conhecê-lo é fazer a vontade de Deus observando seus ensinamentos. Como os cristãos de Bereia (Atos 17:11), precisamos estar atentos ao que a Palavra diz para não sermos enganados pelas artimanhas de Satanás.
 

 

         Sendo assim, “sigamos e prossigamos em conhecê-lo” (Oséias 6:3) e aprendamos cada dia a ouvir Sua voz.
 
 
Marcos Arão é formado em psicologia pela PUC-Rio e atua como missionário da Cru Campus.

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