O Congresso Solo Uno pelo olhar de uma estudante da UERJ

Por Thaisa Helena*
 
Falar sobre o que aconteceu em nós no Sólo Uno não é tão simples quanto parece. Há coisas que simples palavras nunca conseguirão definir.
 
Minha preparação para o congresso começou muito antes dele acontecer. Deus trabalha em nós para recebermos as riquezas que Ele tem para nos oferecer. Pude viver a experiência de sair do Brasil pela primeira vez e de uma forma que eu nunca imaginei. Sobrevoar vários estados e países como Colômbia e Panamá, foi incrível. Mas esse congresso seria apenas um congresso se meu coração não estivesse aberto e sensível para tudo o que viveria.
 
Da acomodação no primeiro dia à despedida no aeroporto de Tocumen vimos o agir de Deus em cada detalhe, em cada pessoa. Estar no Panamá não foi só legal por ser lá, mas por estar com aproximadamente 1700 pessoas de 38 países juntas adorando o mesmo Deus e com a mesma visão de expansão do Reino, vivendo em comunidade. Eu nunca vivi nada igual na minha vida.
 
Os momentos de conhecermos novas pessoas de diferentes culturas e histórias de vida me marcaram profundamente. Me aproximar dos amigos venezuelanos e poder compartilhar presentes com eles, em um momento tão peculiar e difícil que eles vivem em seu país, foi muito emocionante. De fato vivemos o “se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram”. A gratidão demonstrada por eles também foi algo realmente lindo!!!
 
Uma abertura de congresso tão simples e ao mesmo tempo tão profunda, só me fez chorar bastante. Todos os povos virão e adorarão ao Único Deus vivo!!!
 
Uma plenária de oração sobre nosso papel de filho de Deus aceito e amado tão libertadora que me fez perceber que não sei orar…rs. Gostei muito de compreender os fundamentos da oração 4D e isso tem me ajudado no dia-a-dia.
 
Ouvir depoimentos de grandes homens de Deus que marcaram e marcam suas gerações da universidade até os dias de hoje, foi um fortalecimento na fé e ao mesmo tempo confrontador. Oficinas como viver uma vida equilibrada e ter sucesso na liderança marcaram muito meus dias e mudou minha forma limitada de pensar.
 
Nos dividimos em comunidades, ou pequenos grupos, chamadas comunidades LAC. O objetivo era misturar os países para termos uma maior interação. Mas Deus sabe de todas as coisas e na minha comunidade LAC só ficaram brasileiros, porém de vários estados e tivemos tempos muito bons para compartilhar experiências. Coisas como o que estava sendo mais importante/marcante no congresso, como nos envolvemos no movimento, como aprender a amar os que nos ofendem. Pude perceber que quando Cristo nos chama a viver em comunidade, é para crescermos. Pois a cada troca com os outros eu percebia coisas que eu precisava deixar de viver e outras que eu precisava começar a fazer. Assim, ajudávamos uns aos outros.
 
Eu poderia ficar por aqui e escrever muitas coisas, pois a cada dia lembro de algo que começa a fazer sentido e posso aplicar em minha vida. Mas gostaria de me deter ao que realmente foi um destaque: viver experiências com Deus. Sim, foi um congresso marcado por experiências, individuais e coletivas. A cada plenária, oficina, reunião de oração, evangelismo, saídas turísticas, Deus se fez presente e nos chamava a algo novo. Seja orar em outra língua, evangelizar a camareira do seu quarto ou abraçar um novo amigo que compartilhava sua história de vida. Coisas muito peculiares e simples aconteceram e marcaram nossas vidas para sempre.
 
Creio que o Só1o não foi apenas um congresso internacional. Não foi um fim em si mesmo, mas o início de uma linda jornada missionária que queima em nossos corações e, eu desejo, que não se apague jamais. Como o missionário Fernando Bispo diz, “precisamos sonhar sobrenaturalmente”, e é isso que desejo para minha vida e de meus companheiros espalhados pela América Latina e Caribe. A partir de nós, para todo o mundo.


*Thaisa Helena cursa Pedagogia na UERJ e participa da Cru Campus desde 2012.

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